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Roncar é normal?

Esta é com certeza uma das perguntas mais feitas aos médicos. O ronco nada mais é que um ruído emitido pelo indivíduo quando ocorre uma dificuldade na passagem do ar através da boca ou nariz até o pulmão. Por ser indicativo de muitas doenças, o ronco deve ser avaliado sempre, pois algumas das causas mais comuns que podemos citar são: rinite alérgica, desvio de septo nasal, aumento das amígdalas, problemas nos dentes, posição errada para dormir, uso de sedativos ou álcool antes de dormir, tabagismo, refluxo gastroesofágico, obesidade, bronquites e outras.

Existe uma condição relativamente comum, e que chega a acometer até 30% dos homens após os 40 anos, a chamada Síndrome da Apneia do Sono. Essa é a causa de ronco que mais preocupa, pois nesta doença a pessoa apresenta momentos no sono em que a garganta se fecha e o ar não chega até os pulmões. Quando a respiração é interrompida, a pessoa desperta brevemente (muitas vezes sem perceber) para voltar a respirar, podendo ocorrer até 60 vezes por hora com pausas que podem durar mais de 30 segundos. Estes breves despertares provocam um sono não reparador, sonolência excessiva durante o dia, dor de cabeça pela manhã, irritabilidade, alterações do humor, dificuldade na concentração e perda da memória. Não precisa nem falar que isso tudo leva a prejuízos no trabalho, aumenta a chance de cochilar enquanto dirige, diminui a qualidade de vida, além de um incômodo muito grande do companheiro(a), já que o ronco de quem tem Apneia é muito alto. Como consequências graves da Apneia se destacam o aumento do risco de ter infartos e derrames, surgimento de hipertensão arterial e de difícil controle, dificuldade para emagrecer e maior chance de arritmias cardíacas durante o sono.

O diagnóstico de Apneia do Sono é feito por um exame chamado Polissonografia (veja mais informações ao lado). O exame avalia o grau de Apneia, que pode ser leve (de 5 a 15 apneias por hora), moderado (de 15 a 30 apneias por hora) e grave (maior que 30 apneias por hora). Com o resultado em mãos, o médico definirá o melhor tratamento para cada indivíduo.

O CPAP é o tratamento mais comum e com resposta imediata para casos de Apneia entre moderada e grave, um aparelho que serve para manter abertas as vias aéreas durante o sono, eliminando já na primeira noite de uso a maioria dos eventos de Apneia. É necessário que a pessoa durma com uma máscara no nariz ou na boca e, apesar de parecer desconfortável, este tipo de tratamento oferece um alívio muito grande e faz a pessoa voltar a ter um sono de qualidade, reduzindo de forma significativa os sintomas e consequências da Apneia do sono. Existem outros tratamentos menos usados pelos médicos, como cirurgias na boca ou garganta, além do uso de alguns aparelhos odontológicos. Mas independente da situação, somente uma equipe especializada poderá indicar o tratamento correto.

O primeiro passo é contar ao seu médico sobre os roncos e fazer uma Polissonografia. Com o exame em mãos, o médico vai saber indicar o melhor tratamento, sendo que muitas vezes, o tratamento da Apneia consiste na eliminação de vários fatores como redução do peso, não ingerir bebidas alcoólicas, não fumar, avaliar e tratar uma possível rinite e/ou doença do refluxo gastroesofágico. Algumas medidas como dormir de lado, elevar um pouco a cabeceira da cama, usar um travesseiro mais alto, praticar esportes e diminuir o nível de stress também ajudam no tratamento da Apneia.

Infelizmente, muitas pessoas ainda não reconhecem a importância de um sono de qualidade. Um sono adequado é crucial para uma vida mais alegre e saudável.

O Exame de Polissonografia

É um exame feito durante a noite, onde vários sensores são colocados no paciente para testar seu sono. Alguns desses sensores são colocados na cabeça e ao lado dos olhos, servindo para avaliação do início e término do sono, dos períodos de despertares ao longo da noite e as fases do sono; outros detectam a entrada e saída do ar pela boca e nariz, nível de oxigenação e o esforço abdominal e torácico que é feito durante a respiração e o exame ainda conta com sensores que avaliam o ritmo cardíaco, detectando movimentos anormais das pernas e a posição do corpo durante o sono.
Todo o exame é filmado para avaliar possíveis movimentos anormais durante o sono, como por exemplo, o sonambulismo. O setor de Neurofisiologia do Hospital 22 de Outubro oferece esse serviço, onde são realizados até 4 exames na mesma noite, em quartos separados e sob a supervisão de um técnico especializado ao longo da noite toda.

Vale ressaltar que o exame é indolor e o paciente pode virar-se na cama se necessário e é levado ao banheiro quando solicitado.

Diferenciais da Polissonografia do Hospital 22 de Outubro:

● Exame padrão ouro seguindo as normas da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM);

● Exame monitorado por câmera e com supervisão de um técnico treinado ao longo de toda a noite;

● Quarto climatizado;

● Possibilidade de realizar exames em diversas situações clínicas, inclusive em crianças, portadores de necessidades especiais, em individuos usuários de oxigênio, etc;

● É realizado dentro de um hospital com suporte médico de emergência se necessário;

● Pode ser ampliado para estudo de Epilepsia durante o sono e Bruxismo;

● Aparelho habilitado para realizar titulação de CPAP e BIPAP;

● Laudos feitos por médico neurologista especializado em Neurofisiologia Clínica;

● Emissão de laudos em até 7 dias e envio pelo correio para pacientes de outras cidades.