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21 de junho: Dia Nacional do Combate à Asma - Texto por Dr. Luis Paulo Tonioli

A asma é uma doença com alta prevalência mundial. Segundo a Organização
Mundial de Saúde (OMS) até 2019 existiam cerca de 235 milhões de asmáticos no
mundo, distribuídos em todos os países, independente do nível de desenvolvimento,
sendo a taxa de mortalidade baixa se comparada a outras doenças crônicas, entretanto
estima-se que em 2015 383 mil pessoas morreram pela doença no mundo.
Segundo publicação recente do Jornal Brasileiro de Pneumologia, em 2013 ocorreram
129.728 internações e 2047 mortes por asma no Brasil, entretanto as internações e
mortalidade estão diminuindo em todas as regiões devido a um maior acesso aos
tratamentos, por outro lado um inquérito nacional encontrou apenas 12,3% dos
asmáticos com asma bem controlada no país no mesmo ano.
A asma é uma doença heterogênea caracteriza por uma inflamação crônica das
vias aéreas, levando a dificuldade do ar chegar até os pulmões, podendo acarretar em
sintomas como falta de ar, sibilos (“chiado”), tosse e dor torácica em pressão.
Na maioria dos casos a asma inicia-se antes dos 7 anos de idade, podendo ter
remissão dos sintomas na época da puberdade, com possível recorrência anos após. A
asma pode se desenvolver em qualquer idade, inclusive após os 65 anos, recebendo o
nome de Asma de início tardio.
A asma pode ter seus sintomas desencadeados por exposições ambientais,
como exposição ao ar frio, mudanças bruscas de temperatura e alérgenos (mofo,
cheiros fortes, animais de estimação e etc...). Existem alguns padrões de asma que
podem ser desencadeadas por poeiras ocupacionais (durante o trabalho) e ao uso de
algumas medicações como o Ácido Acetil Salicílico (AAS) e aos Anti-inflamatórios não
hormonais.
  Os sintomas costumam ir e vir, com um curso de horas a dias, resolvendo
espontaneamente com a remoção do estímulo desencadeante ou em resposta a
medicamentos anti-asmáticos. Pacientes com asma podem permanecer assintomáticos
por longos períodos de tempo. O relato de sintomas que ocorrem ou pioram à noite
geralmente é uma característica da asma.
Não é incomum pacientes chamarem a asma de bronquite, o que é uma
verdade, já que toda asma é uma bronquite, mas nem toda bronquite é uma asma,
pois o que as diferenciam é que a asma é recorrente e a bronquite é um quadro
agudo.
O diagnóstico da asma é feito baseado na história contada pelo paciente, pelo
exame de função pulmonar (Espirometria) e com auxílio de alguns exames de
laboratório (Dosagem sérico de Eosinófilos e IgE sérico total).
O tratamento da asma é feito através das medicações inalatórias
(“bombinhas”), tendo como base os corticoides inalatórios que podem estar ou não
associados aos broncodilatadores para maior alívio dos sintomas. O tratamento visa a
melhora da qualidade de vida do paciente, diminuição de sintomas, melhora da função
pulmonar e diminuição das exacerbações, já que como doença crônica a asma não tem
cura e sim controle.
Algumas doenças podem dificultar o controle da asma, como o gotejamento
pós nasal (Renite, Sinusite e Pólipos nasais), discinesia de prega vocal e Refluxo
gastresofágico
Vale lembrar que os paciente asmáticos tem de ser orientados a receber a
vacinação anual da “Gripe” (Influenza + H1N1) e alguns casos específicos a vacinação
“contra pneumonia” ou anti-pneumocócica (p13 + p23).

por Dr Luis Paulo Tonioli